O Santander Brasil registrou um lucro líquido gerencial de R$ 2,88 bilhões no terceiro trimestre de 2026, representando uma queda de 4,3% em relação ao trimestre anterior e de 28% em comparação ao mesmo período de 2025. O banco divulgou a íntegra do balanço financeiro, que destaca os desafios enfrentados pela instituição.
Inadimplência e impacto nos segmentos de renda
A inadimplência na carteira de crédito do Santander subiu para 3,4% em setembro, comparado a 3,3% em junho e 2,8% no ano anterior. Entre as pessoas físicas, o índice de inadimplência atingiu 5,5%, um aumento em relação aos 5,1% do trimestre anterior e 4,2% de setembro de 2025. O banco atribui o aumento dos calotes principalmente à piora nos segmentos de baixa renda e agronegócio, em um cenário de elevado endividamento. No entanto, a melhora entre pequenas e médias empresas ajudou a compensar parte da pressão.
Despesas com provisões para devedores duvidosos
As despesas líquidas com provisões para devedores duvidosos (PDD) totalizaram R$ 7,460 bilhões, um aumento de 14,4% em 12 meses, apesar de uma queda de 2,5% no trimestre. Este aumento reflete a necessidade do banco de se proteger contra possíveis inadimplências futuras.
Desempenho da carteira de crédito
A carteira de crédito ampliada do Santander encerrou setembro em R$ 721,264 bilhões, com um crescimento de 0,9% no trimestre e de 4,7% em 12 meses. O crédito para pessoas físicas recuou 0,6% no trimestre e 0,9% em um ano, totalizando R$ 261,808 bilhões. Em contrapartida, a carteira de grandes empresas cresceu 4,3% em relação a junho e 7,8% em 12 meses, alcançando R$ 265,690 bilhões. O financiamento ao consumo caiu 3,6% no trimestre, mas subiu 9,1% em relação a setembro de 2025. O crédito para pequenas e médias empresas somou R$ 96,618 bilhões, com alta de 0,7% no trimestre e de 8,5% em um ano.
Rentabilidade e base de clientes
A margem financeira bruta do banco recuou 2,5% no trimestre e 1,6% em 12 meses, totalizando R$ 14,96 bilhões. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE), excluindo ágio, caiu para 11,9%, ante 12,5% em junho e 17,5% um ano antes. O índice de Basileia, que mede a relação entre o capital do banco e os riscos de suas operações, ficou em 15,1%. As receitas com serviços e tarifas bancárias somaram R$ 5,417 bilhões, com alta trimestral de 1,6% e queda anual de 2,4%. As despesas gerais somaram R$ 6,383 bilhões, uma redução de 3% no trimestre e de 0,6% em 12 meses. O banco encerrou setembro com 77,1 milhões de clientes, um crescimento de 6% em um ano, enquanto o número de clientes ativos chegou a 34,6 milhões, uma alta anual de 3%.
Fonte: poder360.com.br
