PUBLICIDADE

Argentina avança em acordo com FMI para liberar US$ 900 milhões

Argentina avança em acordo com FMI para liberar US$ 900 milhões

O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o governo argentino chegaram a um acordo técnico crucial sobre a terceira revisão do programa econômico do país. Este entendimento pode resultar na liberação de aproximadamente US$ 900 milhões para a Argentina, caso o conselho executivo do FMI aprove a proposta.

Aprovação e etapas do conselho do FMI

A liberação dos fundos não é imediata, pois o acordo precisa passar pelo crivo do conselho executivo do FMI, que deve avaliar a proposta no início de dezembro. Esta análise ocorre após a conclusão de outras etapas previamente acordadas com o governo argentino. O montante faz parte de um programa de financiamento de US$ 20 bilhões, com duração de quatro anos, iniciado em abril de 2025.

Até o momento, os desembolsos acumulados do FMI para a Argentina somam cerca de US$ 15,8 bilhões. Com a nova parcela, caso aprovada, o total poderá se aproximar de US$ 16,7 bilhões.

Reservas internacionais superam metas

Um dos avanços destacados pelo FMI na revisão foi a recomposição das reservas internacionais da Argentina. As reservas líquidas do país ficaram cerca de US$ 4 bilhões acima da meta prevista para o fim de junho. Desde o início de 2026, o Banco Central argentino comprou quase US$ 16 bilhões no mercado de câmbio, enquanto o Tesouro captou mais de US$ 5 bilhões em moeda estrangeira no mercado local.

Além disso, a Argentina obteve US$ 3,2 bilhões em empréstimos bancários garantidos por credores oficiais e busca assegurar mais US$ 1 bilhão até o fim do ano. A acumulação de reservas é uma prioridade para aumentar a capacidade do país de enfrentar compromissos externos e choques no mercado de câmbio.

Meta fiscal e disciplina econômica

O programa econômico estabelece uma meta de superávit primário de 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, com expectativa de esforço fiscal semelhante em 2027. Este resultado primário considera receitas e despesas antes do pagamento de juros da dívida. O FMI atribui a desaceleração da inflação e a melhora da posição externa à disciplina fiscal e monetária do governo argentino.

Em setembro, o índice de preços ao consumidor subiu 1,9%, e a inflação acumulada em 12 meses estava em 33,4%, segundo o Banco Central da Argentina.

Desafios econômicos persistem

Apesar dos avanços, a recuperação econômica argentina ainda enfrenta desafios significativos. O PIB cresceu 2% no segundo trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025, mas recuou 0,6% em relação aos três meses anteriores. O consumo privado caiu 2,4% na comparação trimestral, e a pobreza permanece elevada, com 32,3% da população urbana abaixo da linha de pobreza no primeiro semestre de 2026.

O FMI destaca que as reformas e os investimentos em grandes projetos devem apoiar a atividade econômica e a criação de empregos ao longo do tempo, sendo acompanhados de perto pelo Fundo no âmbito do programa.

Fonte: veja.abril.com.br

Leia mais

Últimas

PUBLICIDADE