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Peru implementa regras rígidas de aparência em escolas públicas

Peru implementa regras rígidas de aparência em escolas públicas

O governo do Peru anunciou novas diretrizes para o comportamento e a aparência dos estudantes nas escolas públicas. A presidente do Peru, Keiko Fujimori, apresentou um regulamento que proíbe o uso de maquiagem, esmalte e cabelo tingido. Além disso, os meninos devem manter os cabelos curtos, e as saias das meninas não podem ser mais curtas que a altura dos joelhos.

Objetivo das novas regras disciplinares

As medidas fazem parte de uma política mais ampla de combate ao assédio e à violência sexual nas escolas. Fujimori destacou a importância de manter a ordem não apenas nas ruas, mas também nas instituições de ensino. Além das restrições de aparência, o regulamento prevê a retomada das notas de disciplina e a expulsão de alunos em casos de infrações graves, além da proibição do uso de telefones celulares.

Implementação e críticas ao regulamento

O regulamento deve entrar em vigor em 2027, após sua publicação no diário oficial do Peru e um período para que a população apresente objeções. Entretanto, a proposta já gerou críticas, especialmente de organizações feministas, que argumentam que tais medidas não contribuem para a prevenção da violência escolar. Grupos como Manuela Ramos e Centro de la Mujer Peruana Flora Tristán afirmam que controlar aspectos como cabelo ou maquiagem não previne agressões sexuais.

Comparação com outros países

O Peru não está sozinho na adoção de regras rígidas para estudantes. No Japão, inspeções mensais verificam o uso de maquiagem e a cor do cabelo dos alunos. Na Coreia do Sul, Tailândia e Bangladesh, padrões rigorosos de corte de cabelo e uso de uniformes são comuns. Em Gana, meninas são obrigadas a manter o cabelo curto para evitar distrações.

Situação no Brasil

No Brasil, as regras são mais flexíveis nas escolas públicas, limitando-se ao uso de uniformes. Contudo, escolas militares exigem cabelos presos para meninas e curtos para meninos. Além disso, há restrições quanto ao uso de esmaltes chamativos, piercings e acessórios.

Para mais informações sobre políticas educacionais, consulte fontes confiáveis como a UNICEF.

Fonte: atarde.com.br

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