O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou nesta quarta-feira (28 de outubro de 2026) que o aumento dos relatos de assédio eleitoral está associado ao discurso político da família Bolsonaro. Segundo Marinho, manifestações de ódio e preconceito promovidas por membros da família teriam influenciado empresários a retaliar trabalhadores após a eleição presidencial.
Campanha contra eleitores de Lula intensifica clima de tensão
Após o resultado do segundo turno, que reelegeu Luiz Inácio Lula da Silva para um quarto mandato, apoiadores da família Bolsonaro iniciaram uma campanha de boicote contra trabalhadores e empresários identificados como eleitores petistas. Publicações nas redes sociais e listas de estabelecimentos comerciais associados a eleitores de Lula começaram a circular, promovendo demissões e boicotes.
Relatos de assédio eleitoral aumentam após eleições
O Ministério Público do Trabalho (MPT) divulgou um aumento significativo nos relatos de assédio eleitoral após o segundo turno. De acordo com o procurador Maurício Coentro Paes de Mello, mais de 1.140 relatos foram recebidos nos três dias seguintes à votação, totalizando cerca de 3.080 durante todo o processo eleitoral de 2026.
O procurador afirmou que ainda não há elementos suficientes para explicar o aumento dos relatos, mas Marinho associou os casos ao discurso de integrantes da família Bolsonaro.
Força-tarefa para investigar assédio eleitoral
O ministro Marinho anunciou que auditores-fiscais do Trabalho darão prioridade à investigação dos relatos de assédio eleitoral. A fiscalização ocorrerá em parceria com o MPT, a AGU (Advocacia-Geral da União) e outros órgãos. Empresas citadas poderão ser convocadas para reuniões, e medidas como reintegração de empregados e reparações financeiras poderão ser adotadas em casos de irregularidades.
Estado promete ação firme contra práticas irregulares
Marinho destacou que as medidas visam responsabilizar empregadores que pratiquem irregularidades, independentemente do posicionamento político dos trabalhadores. O governo também planeja orientar sindicatos e trabalhadores sobre como denunciar casos de assédio e divulgar informações na Carteira de Trabalho Digital.
Fonte: poder360.com.br
