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Investigação revela envio de US$ 12,3 milhões para fundo ligado a filme sobre Bolsonaro

A Polícia Federal identificou que US$ 12,3 milhões foram enviados para o Havengate Development Fund, um fundo norte-americano, como parte do financiamento do filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. O fundo é administrado por Paulo Calixto, advogado próximo a Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente. As investigações estão ligadas a um acordo de financiamento de US$ 24 milhões para a produção cinematográfica.

Financiamento e remessas identificadas

O financiamento do filme “Dark Horse” foi inicialmente acordado em US$ 24 milhões, divididos em 14 parcelas. A Polícia Federal encontrou evidências de que US$ 12,3 milhões foram enviados ao fundo Havengate em 2025 pela Entre Investimentos e Participações. Este fundo, originalmente criado para um projeto imobiliário no Texas, acabou sendo utilizado para financiar o filme.

Envolvimento de figuras políticas

O relatório da PF menciona a participação de Flávio Bolsonaro na viabilização e acompanhamento dos aportes financeiros. Thiago Miranda Silva, publicitário, enviou a Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, um documento sobre o financiamento do filme, que inicialmente se chamava “Capitão do Povo”. Flávio Bolsonaro negou irregularidades, afirmando que o financiamento foi totalmente privado.

Investigações sobre ilegalidades

A Polícia Federal busca determinar se houve ilegalidades nos repasses, com indícios de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e organização criminosa. O empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, delatou ter realizado transferências para o fundo a pedido de Vorcaro, delação homologada pelo ministro André Mendonça.

Reuniões e cobranças financeiras

Em dezembro de 2024, Thiago Miranda marcou uma reunião com Vorcaro para discutir o filme, com a presença de Flávio Bolsonaro e do deputado Mario Frias. Mensagens mostram Flávio cobrando Vorcaro sobre pagamentos atrasados, preocupado com a produção do filme e com o pagamento de atores e diretores.

O Poder360 procurou Eduardo Bolsonaro, Mario Frias e outros envolvidos para comentários, mas não obteve resposta até a publicação. A investigação continua para esclarecer a origem dos recursos e os beneficiários finais.

Fonte: poder360.com.br

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