O fenômeno climático El Niño está prestes a impactar Pernambuco, com previsão de início em julho, segundo a Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC). O fenômeno, caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, pode agravar a seca no estado.
clima: cenário e impactos
Impactos climáticos do El Niño
De acordo com Edvânia Santos, meteorologista da APAC, o aquecimento das águas do Pacífico altera a circulação atmosférica global, reduzindo as chuvas no Norte e Nordeste do Brasil, incluindo Pernambuco. A intensidade do fenômeno ainda é incerta, mas há consenso sobre sua ocorrência.
Histórico e previsões futuras
O El Niño já foi registrado como superforte em três ocasiões: 1982-83, 1997-98 e 2015-16, todas associadas a secas severas no Nordeste. O pico do fenômeno é esperado para o final deste ano e início do próximo, coincidindo com o verão brasileiro.
Preocupações com saúde e planejamento
Eduardo Bezerra, da Secretaria Estadual de Saúde, alerta para o aumento de doenças diarreicas e arboviroses devido à escassez de água e proliferação de mosquitos. O calor também representa riscos para a hidratação, especialmente de idosos e crianças.
Recomendações para a população
A APAC aconselha a população a seguir orientações das autoridades e a não acreditar em informações não verificadas. A Defesa Civil recomenda planejamento constante, especialmente em áreas vulneráveis à seca.
Monitoramento e ações locais
Pernambuco utiliza o programa VigiDesastres para monitorar cenários de cheias e secas. Bezerra enfatiza a necessidade de planos de contingência locais, adaptados às diferentes realidades de vulnerabilidade dos municípios.
Para mais informações sobre o El Niño e suas implicações, consulte fontes confiáveis como a Diario de Pernambuco.
Fonte: didigalvao.com.br
