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Superintendentes da PF evitam apoiar carta a Andrei para não tensionar com STF

Superintendentes da PF evitam apoiar carta a Andrei para não tensionar com STF

Três superintendentes da Polícia Federal (PF) decidiram não assinar uma carta de apoio ao diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, com o intuito de evitar o agravamento da crise institucional entre a cúpula da PF e o Supremo Tribunal Federal (STF). A carta foi assinada por 24 dos 27 superintendentes regionais da PF, em apoio ao diretor-geral após seu retorno ao cargo.

Decisão de afastamento e retorno de Andrei Rodrigues

No início da semana, Andrei Rodrigues foi afastado do cargo por decisão do ministro André Mendonça. A mesma decisão afastou o delegado Leandro Almada do cargo de diretor de Inteligência Policial da PF. Contudo, no dia seguinte, o presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu a decisão de Mendonça, permitindo o retorno de Andrei ao cargo.

Impacto da não assinatura da carta

A escolha de não assinar a carta gerou questionamentos internos, uma vez que os delegados em questão foram indicados por Andrei Rodrigues para os cargos de chefia nos estados do Espírito Santo, Goiás e Paraíba. O documento se juntou a outras manifestações de apoio de entidades como a DPF, a FENAPEF e os peritos criminais federais.

Preocupação com “efeito cascata” na PF

Os delegados que optaram por não assinar a carta expressaram preocupação com a possibilidade de a crise em Brasília se estender aos níveis hierárquicos inferiores da PF. Eles temem que o conflito entre a cúpula da corporação e o STF se propague para os superintendentes regionais, deixando os policiais vulneráveis a punições por cumprirem ordens judiciais.

Distanciamento da crise política

Os superintendentes que não assinaram a carta explicaram suas razões, enfatizando que o papel da Polícia Federal é de segurança pública, sem envolvimento em disputas políticas ou jurídicas. Um dos delegados afirmou que a PF deve seguir o artigo 144 da Constituição, que define a segurança pública como dever do Estado e responsabilidade de todos.

Outra delegada manifestou respeito por Andrei Rodrigues e reconheceu a importância de sua gestão, mas destacou que a PF não deve se envolver em questões jurídicas já sendo resolvidas por outras instâncias, como a AGU e o Ministério da Justiça.

Para mais informações, acesse a CNN Brasil.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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