O Ibovespa começou o dia em queda nesta terça-feira, 13, refletindo um movimento de realização de lucros após os recordes da semana anterior e o feriado recente. Os investidores estão atentos aos desdobramentos da disputa presidencial e à votação iminente no Senado sobre o fim da escala de trabalho 6×1, prevista para quarta-feira, 14.
Desempenho do mercado e principais ações
Às 10h58, o principal índice da bolsa brasileira recuava 0,68%, situando-se em 207.640 pontos. Entre as ações de maior influência, os papéis da Vale caíam 0,99%, enquanto as ações preferenciais da Petrobras registravam alta de 1,27%. No setor bancário, o cenário era de perdas generalizadas, com destaque para as ações preferenciais do Itaú, que recuavam 1,55%.
Movimentações no câmbio e juros futuros
No mercado de câmbio, o dólar comercial avançava 0,48%, alcançando 5,01 reais. Os juros futuros também apresentavam alta, refletindo a cautela dos investidores em relação às perspectivas econômicas e políticas do país. A taxa de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 subiu para 13,438%, enquanto o DI para janeiro de 2029 aumentou para 12,330%.
Impacto das pesquisas eleitorais
O cenário eleitoral continua a influenciar o mercado. Pesquisas recentes, como a PoderData/Aya, mostram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 49% dos votos válidos em um potencial segundo turno, contra 51% do senador Flávio Bolsonaro. Ambos estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de 1,8 ponto percentual.
Outra pesquisa, da BTG/Nexus, aponta Flávio Bolsonaro com 48% das intenções de voto, enquanto Lula possui 45%, também configurando um empate técnico devido à margem de erro de dois pontos percentuais. A disputa acirrada entre os candidatos mantém os investidores atentos.
Expectativas para a votação do fim da escala 6×1
O mercado também aguarda a votação no Senado sobre a proposta de fim da escala de trabalho 6×1. Segundo Rodrigo Moliterno, sócio da Veedha Investimentos, “o mercado está atento ao desfecho disso”.
Além disso, o Boletim Focus elevou a projeção de inflação para 2026 para 5,22%, adicionando mais um elemento de incerteza ao cenário econômico.
Para mais informações sobre o impacto econômico das eleições, acesse BBC.
Fonte: veja.abril.com.br
