A Amil anunciou o fim das negociações com os fundos Bain Capital e Advent International, que buscavam adquirir participação na operadora de planos de saúde. Apesar do término das conversas, a empresa permanece aberta a propostas para a entrada de um sócio minoritário. A decisão foi comunicada aos funcionários pelo Conselho de Administração, destacando divergências sobre o controle da empresa.
Conflitos nas negociações e propostas
As negociações entre José Seripieri Filho, dono da Amil, e os fundos de investimento se prolongaram por meses, com diferentes formatos sendo avaliados. Inicialmente, discutia-se a venda de uma participação significativa, mas as gestoras passaram a considerar a aquisição total da empresa. O valor da Amil, estimado em cerca de R$ 17 bilhões, foi um dos principais obstáculos, com propostas variando entre R$ 15 bilhões e R$ 16 bilhões.
Melhoria operacional fortalece posição da Amil
A melhora nos resultados operacionais da Amil foi um fator decisivo para a decisão de não fechar o negócio neste momento. Com aproximadamente 3,5 milhões de clientes, a empresa espera encerrar 2026 com um Ebitda próximo de R$ 2,5 bilhões, o que aumenta seu poder de negociação para futuras propostas.
Histórico e expectativas futuras
José Seripieri Filho adquiriu a Amil do UnitedHealth Group em 2023 por R$ 11 bilhões, incluindo passivos significativos. A entrada de Bain e Advent era vista como um passo para uma possível abertura de capital, com estimativas de que uma participação minoritária poderia movimentar cerca de R$ 10 bilhões. Mesmo com o encerramento das negociações, a possibilidade de um IPO permanece em aberto, desde que um investidor minoritário respeite os princípios da atual administração.
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Fonte: poder360.com.br
