Os Insumos Agropecuários foram os mais afetados, com uma queda de 12,1%, seguidos pelos Produtos Têxteis, que retraíram 3,7%. Esses setores foram os principais responsáveis pela desaceleração observada na agroindústria.
O segmento de Produtos Alimentícios e Bebidas manteve-se praticamente estável em junho, com uma leve alta de 0,1%. O crescimento de 3,3% na produção de Alimentos de Origem Animal e de 3% em Bebidas compensou parcialmente a queda de 6,1% nos Alimentos de Origem Vegetal.
No acumulado do primeiro semestre, a agroindústria apresentou uma retração de 0,3% em relação ao mesmo período de 2025. A desaceleração econômica do Brasil e as turbulências no cenário externo são apontadas como fatores que contribuíram para essa queda.
A FGV Agro destaca que, apesar do crescimento no segmento de Alimentos e Bebidas no primeiro semestre, há uma tendência de desaceleração contínua desde março. O esgotamento da cota chinesa para a carne bovina brasileira e a interrupção dos embarques para a União Europeia representam desafios adicionais para os próximos meses.
Apesar das dificuldades, a FGV Agro acredita que ainda há potencial para reverter o desempenho e fechar o ano de 2026 com crescimento, embora o desafio seja significativo.
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Fonte: cnnbrasil.com.br
