O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, revelou em entrevista ao jornal “Estadão” que aconselhou o senador Flávio Bolsonaro a não deixar o Brasil após sua derrota na eleição presidencial de 2026. A declaração foi feita na quarta-feira, 28 de outubro, destacando que, embora tenha dado o conselho, não julga a decisão de Flávio de fugir para os Estados Unidos.
Conselho de permanência e reação à derrota eleitoral
Tarcísio de Freitas, que pertence ao partido Republicanos, afirmou que, junto com advogados e outros aliados, recomendou a Flávio que permanecesse no país. “O conselho que nós demos a ele – os advogados, eu, o [Rogério] Marinho, as pessoas que estavam ali reunidas – foi que ficasse [no Brasil]”, disse o governador. Ele enfatizou que não julga a decisão de Flávio, mencionando a situação difícil enfrentada pelo senador, cujo pai está preso.
Acusações de abuso de poder na campanha
Durante a entrevista, Tarcísio também criticou o que chamou de abuso de poder político e econômico na campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele sugeriu que Flávio deveria ter recorrido à Justiça Eleitoral para contestar essas práticas, em vez de considerar deixar o país.
Plano de fuga e apreensão de passaporte
Flávio Bolsonaro, sua esposa e filhas fugiram do Brasil temendo decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A Polícia Federal emitiu um pedido de apreensão do passaporte de Flávio minutos após o Tribunal Superior Eleitoral anunciar o resultado das eleições, que deram vitória a Lula com 51,79% dos votos.
Intimidação e questionamentos sobre ações judiciais
Tarcísio questionou a justificativa para a apreensão do passaporte de Flávio, afirmando que não havia acusações concretas contra ele naquele momento. “Houve ali uma intimidação”, disse, ressaltando a falta de evidências concretas para tal medida.
Fonte: poder360.com.br
