Em um ano eleitoral, o debate sobre o papel do eleitor ganha destaque, especialmente no nono episódio do videocast Uma por Uma, que aborda um tema que parecia superado: por que o voto das mulheres ainda incomoda?
Com apresentação de Natalia Ribeiro, o episódio reúne a desembargadora eleitoral Roberta Viana, a cientista política Priscila Lapa e a repórter Mariana de Sousa para discutir representatividade, violência política de gênero e os desafios para aumentar a participação feminina na democracia.
Representatividade feminina e sua importância na democracia
Embora as brasileiras votem desde 1932, a participação das mulheres na política ainda é limitada. Roberta Viana destaca que, apesar de serem mais da metade da população, as mulheres ocupam poucos cargos eletivos. Priscila Lapa complementa, lembrando que a falta de referências femininas competitivas contribuiu para a ideia de que “mulheres não votam em mulheres”.
A presença feminina nos espaços de decisão traz novas pautas ao debate público, como a dignidade menstrual, que só ganhou atenção com a chegada de mulheres ao poder.
Desafios e preconceitos enfrentados pelo voto feminino
O episódio também discute declarações recentes que questionam a capacidade das mulheres de votar, como a do influenciador Paulo Figueiredo. Mariana de Sousa critica esse tipo de discurso, afirmando que ele ignora a vivência das brasileiras. “As mulheres têm voz e precisam ser ouvidas”, defende.
Roberta Viana alerta que normalizar tais posicionamentos é um risco para a democracia, defendendo a união de homens e mulheres para evitar retrocessos na participação política feminina.
O impacto do voto feminino na hegemonia masculina
O voto feminino continua a desafiar a exclusividade masculina no poder, independentemente da ideologia política das eleitoras. O debate no Uma por Uma está disponível no YouTube do JC Play.
Fonte: jc.uol.com.br
