A Casa Branca apresentou uma proposta na quarta-feira, 9 de setembro de 2026, para alterar o Censo de 2030 nos Estados Unidos, excluindo imigrantes sem green card da contagem populacional usada para determinar as bancadas estaduais na Câmara dos Representantes. Além disso, a reformulação sugere eliminar questões sobre raça, etnia e orientação sexual.
Relevância do Censo para a política e economia
O Censo, realizado a cada dez anos, é crucial para definir a distribuição de cadeiras na Câmara dos Representantes entre os estados. Ele também influencia o repasse de recursos federais e a formulação de políticas públicas. Atualmente, todos os residentes são contados, independentemente de sua situação migratória. A proposta de Donald Trump, do Partido Republicano, mudaria esse critério, excluindo não-cidadãos sem green card, mesmo que estejam legalmente no país.
Consequências políticas e sociais
A alteração pode reduzir a população oficial de estados com alta concentração de imigrantes, o que resultaria em perda de representação no Congresso e de recursos federais. Estados com grandes populações de imigrantes, que geralmente apoiam o Partido Democrata, seriam os mais afetados. A mudança também pode prejudicar a produção de estatísticas usadas em políticas de combate à discriminação e proteção dos direitos civis.
Possíveis disputas judiciais
A medida deve enfrentar desafios nos tribunais, já que a 14ª Emenda à Constituição dos EUA exige a “contagem do número total de pessoas em cada estado”, sem restringir a apuração a cidadãos. O Censo de 2030 ocorrerá após a eleição presidencial de 2028, permitindo que um novo governo tente reverter as mudanças. Embora o Congresso seja responsável pelo Censo, as decisões sobre sua condução foram delegadas ao Departamento de Comércio.
Pesquisadores alertam para o impacto na participação, temendo que o uso de informações sobre status migratório pelo governo desestimule a população a responder ao questionário, comprometendo a qualidade da contagem.
Fonte: poder360.com.br
