A ordem executiva assinada por Trump em março exige que os estados forneçam ao USPS listas de eleitores autorizados a receber cédulas pelo correio. Além disso, todos os envelopes de envio e devolução devem conter códigos de barras exclusivos. A intenção é que o USPS entregue cédulas apenas aos eleitores listados.
Trump questiona a segurança do voto por correio, alegando, sem provas, que sua derrota em 2020 foi devido a fraudes. Democratas afirmam que a regra afetaria desproporcionalmente seus eleitores, que tendem a votar mais por correio.
A ordem gerou ações judiciais de estados e grupos democratas, alegando que a medida ultrapassa a autoridade do USPS. A juíza Indira Talwani bloqueou a implementação da regra em junho, decisão que foi posteriormente anulada pela Suprema Corte. No entanto, Talwani voltou a impedir a aplicação da regra após a publicação de sua versão final.
O governo Trump recorreu à Suprema Corte para reverter a decisão mais recente de Talwani, mesmo sem uma decisão do Tribunal de Apelações.
Funcionários eleitorais de vários estados afirmaram que não teriam tempo para adaptar seus sistemas à nova regra antes das eleições. Muitos já imprimiram seus materiais eleitorais e aguardam decisões judiciais para possíveis mudanças.
Na Carolina do Norte, as cédulas estavam programadas para serem enviadas conforme planejado, com o USPS aprovando os modelos de envelopes.
O Departamento de Justiça defende que o USPS tem autoridade para implementar a regra e que a responsabilidade sobre quem pode votar permanece com os estados. O governo minimiza preocupações sobre possíveis confusões, afirmando que o USPS auxiliaria os estados no cumprimento das exigências.
Um portal online para envio de listas de eleitores está em desenvolvimento, mas ainda não está ativo. Um informante alertou para possíveis falhas que poderiam resultar na rejeição indevida de cédulas.
Fonte: cnnbrasil.com.br
