O debate sobre a quantidade ideal de sono e seus impactos na saúde foi tema de discussão no programa CNN Sinais Vitais. Especialistas, incluindo o Dr. Roberto Kalil, destacaram a importância de dormir entre sete e oito horas por noite, alertando para os riscos associados tanto ao sono insuficiente quanto ao excesso.
Riscos do sono insuficiente
O pneumologista Geraldo Lorenzi-Filho, do Laboratório do Sono do InCor, ressaltou que dormir menos de seis horas por noite pode aumentar significativamente o risco de desenvolver doenças cardiovasculares, hipertensão e obesidade. A falta de sono adequado é um fator de risco importante para a saúde geral.
Os perigos do excesso de sono
Dormir além do necessário também pode ser prejudicial. Segundo Lorenzi-Filho, o organismo possui de três a cinco ciclos de sono, e ultrapassá-los pode causar inércia, resultando em cansaço ao acordar. O cardiologista Luciano Drager destacou que o excesso de sono pode ser um marcador de doenças subjacentes, como depressão e apneia do sono.
Acordar cansado: um sinal de alerta
Pessoas que acordam cansadas, mesmo após uma noite de sono profundo, devem investigar possíveis condições de saúde. Lorenzi-Filho enfatizou a importância de avaliar a rotina do paciente e considerar diagnósticos como apneia do sono, que pode fragmentar o descanso noturno sem que a pessoa perceba.
Recuperar sono no fim de semana: uma solução parcial
O Dr. Luciano Drager apresentou dados de um estudo do projeto ELSA Brasil, que indicam que pessoas que compensam o sono no fim de semana podem ter menor incidência de placas de gordura nas artérias. No entanto, essa prática não substitui a necessidade de um sono regular e adequado durante a semana.
Conclusão: equilíbrio é essencial
Especialistas concordam que tanto o sono insuficiente quanto o excesso podem ser prejudiciais à saúde. O equilíbrio e a regularidade no sono são fundamentais para prevenir problemas de saúde e garantir o bem-estar geral.
Para mais informações sobre os impactos do sono na saúde, consulte fontes confiáveis como a CNN Brasil.
Fonte: cnnbrasil.com.br
