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Senacon exige explicações de produtoras sobre falhas em show do BTS

Senacon exige explicações de produtoras sobre falhas em show do BTS

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) notificou a Live Nation Brasil e a Ticketmaster Brasil após receber queixas sobre o primeiro show da turnê “Arirang” do BTS, ocorrido em 28 de outubro de 2026, no Estádio MorumBIS, em São Paulo. As empresas têm 24 horas para fornecer informações detalhadas sobre segurança, lotação e acesso ao evento.

Problemas relatados no evento

Os espectadores relataram longas filas desorganizadas, dificuldades de acesso ao estádio, falta de sinalização, superlotação e falhas na validação de ingressos digitais. A Senacon também questiona a venda de um lote adicional de ingressos próximo às datas dos shows, solicitando esclarecimentos sobre a quantidade vendida e se respeitou a capacidade máxima autorizada.

Documentação exigida pela Senacon

A Live Nation deve apresentar documentos de segurança e funcionamento, como alvarás, licenças e o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). Além disso, precisa informar a quantidade de ingressos emitidos para cada data e setor, incluindo cortesias e credenciais, e quantos consumidores foram prejudicados.

A Ticketmaster deve detalhar a quantidade de ingressos vendidos e emitidos, explicar a disponibilização do lote adicional e informar se recebeu documentos sobre a capacidade do estádio antes das vendas. Deve ainda esclarecer falhas nos ingressos digitais, o número de consumidores afetados e as solicitações de reembolso.

Consequências do descumprimento

O não cumprimento da notificação pode resultar em multas de R$ 100 mil para cada empresa. A Live Nation afirmou que o evento ocorreu dentro da capacidade autorizada e que “situações pontuais” foram solucionadas. A Ticketmaster ainda não respondeu às solicitações de esclarecimento.

Suspensão de revendas de ingressos

A Senacon ordenou a suspensão, em até 72 horas, da intermediação de novas revendas de ingressos por cinco plataformas: BuyTicket, FunBuyNet (Global Entretenimento), StubHub, TicketSwap Brasil e Viagogo. A decisão, publicada no Diário Oficial da União, aponta falhas na transparência das operações, falta de informações sobre a natureza jurídica dos vendedores e ausência de clareza sobre o preço final dos ingressos.

A íntegra da decisão está disponível no Diário Oficial da União.

Fonte: poder360.com.br

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