O relatório da Polícia Federal sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, contradiz a versão apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro. O documento foi divulgado após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, levantar o sigilo das investigações.
Fundo Havengate e o Financiamento do Filme
De acordo com o relatório, o fundo Havengate, criado em 2020 nos Estados Unidos, estava “inoperante” até receber um repasse de US$ 2 milhões do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, em fevereiro de 2025. O fundo permaneceu juridicamente ativo, mas sem atividades registradas até essa data.
Contradições na Versão de Flávio Bolsonaro
Em entrevista, Flávio Bolsonaro afirmou que o Havengate foi criado exclusivamente para a produção do filme. No entanto, a reativação de um fundo originalmente destinado a fins imobiliários levanta questões sobre a compatibilidade entre o perfil do fundo e a finalidade declarada dos recursos.
Envolvimento de Eduardo Bolsonaro
O fundo Havengate é administrado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro. Flávio declarou que escolheu o fundo por confiar no advogado, mas documentos indicam que Eduardo teria orientado a gestão dos recursos nos Estados Unidos.
Posicionamento dos Envolvidos
O Poder360 procurou Flávio e Eduardo Bolsonaro para comentarem o relatório, mas não obteve resposta até a publicação. O texto será atualizado caso haja manifestação.
Fonte: poder360.com.br
