Milhares de jovens albaneses se reuniram em frente ao Ministério da Educação, no centro de Tirana, neste sábado (17), marcando o quinto dia de um movimento crescente liderado por estudantes que exige a saída do primeiro-ministro Edi Rama do cargo.
Confrontos violentos e uso de coquetéis Molotov
O protesto escalou para a violência quando um grupo de jovens mascarados lançou pedras e coquetéis Molotov contra a tropa de choque. A polícia respondeu com granadas de efeito moral, gás lacrimogêneo e um caminhão com jato de água. Vídeos divulgados pela Reuters mostram manifestantes preparando e lançando os incendiários improvisados contra as forças de segurança.
Contexto dos protestos
As manifestações foram motivadas pela corrupção e pela falta de empregos, espalhando-se por toda a Albânia. Em Tirana, ao longo da semana, manifestantes quebraram janelas, incendiaram prédios governamentais e entraram em confronto com a polícia. Dados da polícia indicam que 500 manifestantes foram detidos até o momento, dos quais 330 já foram liberados. Cerca de 120 policiais e 45 manifestantes ficaram feridos.
Movimento parte de uma onda maior na Europa
Os protestos na Albânia fazem parte de uma onda maior de manifestações na Europa, incluindo países como Itália e França. Na França, os protestos começaram no mês passado em escolas de ensino médio nos subúrbios pobres ao norte de Paris, evoluindo para um movimento mais amplo focado na desigualdade e nos gastos públicos.
Repercussão internacional
Os protestos albaneses têm atraído atenção internacional, destacando questões de governança e condições socioeconômicas na região. A continuidade e intensidade dos protestos podem influenciar a política interna e externa do país.
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Fonte: cnnbrasil.com.br
