Um relatório da Polícia Civil de São Paulo, divulgado neste domingo, aponta suspeitas de desvio de recursos públicos destinados à instalação de pontos de Wi-Fi para financiar a produção do filme “Dark Horse”, uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão de tornar o relatório público foi do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal.
Investigação sobre desvio de verba pública
A investigação centra-se em um contrato entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina Gama, que também é produtora do filme. O contrato, avaliado em R$ 108 milhões, visava a instalação de Wi-Fi em áreas públicas. No entanto, há indícios de que os recursos foram desviados para a produção cinematográfica.
Detalhes do contrato e disparidade de valores
O sinal de alerta surgiu devido à disparidade nos valores cobrados pelo ICB para a instalação do Wi-Fi. Enquanto o instituto cobrava R$ 1.800 por ponto de internet, a Prodam, empresa pública de tecnologia, cobrava R$ 230 pela implantação e R$ 306 pela manutenção mensal do mesmo serviço.
Resposta da defesa de Karina Gama
Karina Gama, em nota, negou irregularidades e considerou positiva a decisão de retirar o sigilo da investigação. Ela afirmou que a transparência é de interesse da Justiça e da sociedade, e que a exposição dos fatos demonstrará sua inocência.
Posição da Prefeitura de São Paulo
Até o momento, a Prefeitura de São Paulo não se manifestou sobre o relatório. No início da investigação, a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou colaborar com as autoridades e seguir princípios de legalidade e transparência.
O caso continua em investigação, e a expectativa é que a transparência no processo traga à tona todos os detalhes envolvidos.
Fonte: poder360.com.br
