O Partido Missão, liderado por Renan Santos, que foi candidato à Presidência nas eleições de 2026, está determinado a se consolidar como uma força de oposição ao senador Flávio Bolsonaro (PL). De acordo com informações obtidas pela analista de política Isabel Mega, membros do partido afirmaram que, caso Flávio vença, o Missão fará oposição ao seu governo.
Postura independente em relação a Lula e Flávio
Apesar da oposição a Flávio, o Partido Missão não apoia Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. A legenda critica ambos os candidatos, buscando manter uma postura independente. Isabel Mega destacou que o partido já vinha atacando Lula durante a campanha, mas também direcionou críticas a Flávio Bolsonaro, sinalizando o posicionamento que pretende adotar.
Eleitorado do Missão e a tendência de votos
Internamente, há uma percepção de que o eleitorado do Missão, entre os candidatos eliminados no primeiro turno, como Augusto Cury (Avante), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), poderia, em tese, render votos à esquerda. No entanto, a avaliação interna é de que esses eleitores tendem a anular o voto em vez de apoiar a esquerda.
Atrito com Pablo Marçal e resposta de Renan Santos
Recentemente, uma declaração de Pablo Marçal (PRTB-SP), aliado de Flávio Bolsonaro, gerou tensão. Marçal atacou o eleitorado do Missão em um podcast, o que provocou uma resposta pública de Renan Santos. Santos criticou a declaração e afirmou que seus eleitores foram desrespeitados.
Renan Santos também mencionou a possibilidade de não votar no segundo turno, destacando que seus eleitores não devem ser subestimados. No primeiro turno, Santos obteve cerca de 2% dos votos válidos, totalizando 2.675.887 votos.
Fonte: cnnbrasil.com.br
