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MPPE busca limitar exposição de policiais militares nas redes sociais

MPPE busca limitar exposição de policiais militares nas redes sociais

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) está tomando medidas para restringir a divulgação de conteúdos por policiais militares nas redes sociais. A preocupação é que essas publicações possam violar direitos humanos e comprometer a atuação da corporação. A recomendação inclui a proibição de divulgação de operações em andamento e imagens de suspeitos, armas, fardas e viaturas.

Revisão de normas e fiscalização

O MPPE estipulou um prazo de 45 dias para que o Comando da Polícia Militar revise suas normas internas. A proibição de publicações em canais não oficiais é uma das medidas sugeridas. Além disso, a fiscalização sobre o uso de redes sociais por policiais deve ser intensificada, com aplicação de medidas disciplinares em caso de descumprimento.

Portaria de 2019 e proibição de imagens

Desde outubro de 2019, uma portaria normativa da PMPE já proíbe a divulgação de imagens de suspeitos em flagrante nas redes sociais. Essa medida visa proteger a integridade dos envolvidos e garantir o sigilo das operações policiais.

Estudo sobre policiais influenciadores

A recomendação do MPPE também se baseia em um estudo do Instituto Sou da Paz, que revelou que 28% das polícias brasileiras não regulam o uso de redes sociais por seus agentes. Além disso, muitas corporações possuem normas internas com fragilidades, especialmente em relação a conteúdos político-ideológicos.

Casos de publicação indevida

Em março, o MPPE solicitou investigação sobre a publicação indevida de imagens de adolescentes apreendidos. Um perfil no Instagram, supostamente gerido por policiais do 17º Batalhão, divulgou imagens de dois adolescentes, violando normas de privacidade e proteção de menores.

Fonte: jc.uol.com.br

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