Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol, está encolhendo, revelando-se um mundo que já foi maior do que é hoje. As “rugas” na superfície do planeta indicam que ele pode estar diminuindo mais do que os cientistas inicialmente previam.
Características e órbita de Mercúrio
Mercúrio é o menor planeta do sistema solar, situado a cerca de 58 milhões de quilômetros do Sol. Sua órbita é completada em 88 dias, conforme informações da NASA. Formado há aproximadamente 4,5 bilhões de anos, o planeta surgiu em meio a um cenário caótico de colisões entre rochas espaciais.
Processo de contração planetária
Planetas recém-formados são extremamente quentes, e Mercúrio não foi exceção. A energia das colisões iniciais gerou calor adicional, que, ao escapar ao longo do tempo, faz com que o interior do planeta se contraia. Essa contração é visível nas cicatrizes da superfície de Mercúrio, conhecidas como estruturas de encurtamento, que incluem penhascos de até 1,6 quilômetros de altura.
Impactos de asteroides e cometas
Além da contração, Mercúrio foi bombardeado por asteroides e cometas, resultando em crateras semelhantes às da Lua. Detritos desses impactos podem ter mascarado o grau de contração do planeta ao longo do tempo, conforme aponta um estudo recente publicado no periódico Geophysical Research Letters.
Importância do estudo de Mercúrio
Compreender a taxa de encolhimento de Mercúrio é crucial para desvendar a evolução do planeta e seu interior. Segundo o Dr. Hannes Bernhardt, pesquisador da Universidade de Maryland, Mercúrio oferece lições valiosas sobre a formação e evolução de corpos rochosos como a Terra, que podem ser melhor estudadas ali do que em qualquer outro lugar do sistema solar.
Para mais detalhes sobre o estudo e suas implicações, acesse o artigo completo no site da CNN Brasil.
Fonte: cnnbrasil.com.br
