O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) moveu uma ação contra a influenciadora digital e a empresa de apostas Blaze, solicitando que a Justiça determine a indenização aos apostadores. A ação destaca a necessidade de ressarcimento integral aos apostadores diagnosticados com ludopatia, um vício em jogos e apostas digitais.
Responsabilidade da empresa sobre apostadores compulsivos
O promotor Paulo Roberto Binicheski argumenta que a Blaze deve ser responsável por monitorar seus apostadores compulsivos, garantindo que medidas de proteção sejam implementadas. Esta solicitação visa proteger indivíduos vulneráveis e responsabilizar a empresa por possíveis danos causados.
Faturamento e indenização por danos morais
O MPDFT apresentou dados financeiros da Blaze, revelando um faturamento bruto de R$ 1,9 bilhão em 2025. Com base nisso, foi solicitado um pagamento de até R$ 380 milhões por danos morais coletivos, valor correspondente a 20% do faturamento da empresa.
Decisões judiciais e novos pedidos
Recentemente, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) negou um pedido do MPDFT para suspender campanhas publicitárias da Blaze e da influenciadora. No entanto, o Ministério Público continua a buscar uma tutela de urgência para aplicação imediata das medidas.
Estratégias de publicidade e comissões
O MPDFT acusa a influenciadora de participar de estratégias para captar apostadores durante eventos esportivos, utilizando linguagem emocional para induzir apostas de alto risco. Além disso, a influenciadora poderia receber até 30% de comissão sobre as perdas dos apostadores que seguissem suas recomendações.
Fonte: cnnbrasil.com.br
