María Corina Machado, líder da oposição venezuelana, expressou sua desaprovação ao recente acordo petrolífero firmado entre o governo da Venezuela e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração foi feita na quinta-feira, 3 de setembro de 2026, e ressalta a preocupação com a legitimidade do governo venezuelano nas negociações.
Parceria com os Estados Unidos: uma visão crítica
Embora María Corina reconheça a importância dos Estados Unidos como parceiro estratégico para a Venezuela, ela não apoia o governo de Delcy Rodríguez, que está à frente das negociações. A líder opositora questiona a transparência do acordo e defende que o desenvolvimento do país requer investimentos em infraestrutura além do setor petrolífero.
Desafios na transparência e legitimidade
Machado destacou a falta de clareza nas negociações e argumentou que o foco exclusivo no petróleo não é suficiente para resolver a crise venezuelana. Ela enfatiza a necessidade de investimentos em áreas essenciais como energia, portos e segurança pública para a verdadeira reconstrução do país.
Acordo sob suspeita de ilegitimidade
A líder opositora classificou o atual governo venezuelano como “inimigo” dos EUA e afirmou que o grupo no poder não tem o mandato democrático necessário para negociar os ativos energéticos da nação. Ela declarou que a riqueza do subsolo pertence ao povo venezuelano, não a um regime ilegítimo.
Detalhes do acordo petrolífero
O acordo, anunciado em 28 de agosto, prevê o desenvolvimento de 17 campos petrolíferos com potencial de 65 bilhões de barris. Os EUA terão controle majoritário sobre o volume associado ao projeto, que será conduzido por empresas privadas sem custos para os cofres públicos. O governo venezuelano espera atrair mais de US$ 100 bilhões em investimentos e arrecadar mais de US$ 209 bilhões ao longo do contrato.
Apesar das reservas de petróleo da Venezuela serem as maiores do mundo, o volume do novo acordo representa pouco mais de 21% desse total. O governo de Caracas acredita que a parceria ajudará a modernizar sua infraestrutura de hidrocarbonetos.
Fonte: poder360.com.br
