Durante um comício em Curitiba, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duras críticas ao fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, chamando-o de “agiota”. Lula afirmou que Vorcaro teria “corrompido muita gente da República”, responsabilizando também o ex-presidente Jair Bolsonaro pela ascensão da instituição financeira e por práticas ilegais envolvendo aposentados do INSS.
Acusações contra o governo anterior
Lula destacou que a suposta “quadrilha” teria sido formada durante o governo de Bolsonaro, mencionando que o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes estaria próximo ao círculo de Flávio Bolsonaro. Segundo Lula, em 2019, Vorcaro foi transformado de agiota em banqueiro, um movimento que teria sido revertido pelo atual governo.
Histórico de prisão em Curitiba
Lula relembrou seu período de 580 dias preso em Curitiba, decorrente de condenações na operação Lava Jato, que foram posteriormente anuladas pelo Supremo Tribunal Federal. O ex-presidente foi solto após uma decisão do STF que alterou a execução de penas antes do trânsito em julgado.
Retirada de sigilo de processos
O ministro do STF, André Mendonça, retirou o sigilo de processos relacionados ao Banco Master. As investigações incluem o financiamento de uma cinebiografia sobre Bolsonaro e envolvem figuras como Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro. A Procuradoria Geral da República havia solicitado a abertura dos processos para garantir transparência.
Implicações políticas
Além de Vorcaro, outros políticos como Ciro Nogueira, Jaques Wagner e Cláudio Castro também estão sob investigação. As acusações incluem repasses financeiros e transferências suspeitas, ampliando o escopo das investigações sobre o Banco Master.
O presidente do STF, Edson Fachin, exigiu a liberação completa dos autos da operação Compliance Zero, reforçando a busca por transparência nas investigações.
Fonte: poder360.com.br
