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Investimentos no Tesouro Direto alcançam R$ 8,77 bilhões em setembro

Investimentos no Tesouro Direto alcançam R$ 8,77 bilhões em setembro

Os investimentos no Tesouro Direto totalizaram R$ 8,77 bilhões em setembro de 2026, distribuídos em 1,25 milhão de operações, conforme divulgado em 29 de outubro de 2026. Este resultado surgiu após uma semana de instabilidade no mercado de títulos públicos, desencadeada pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Impacto da alta dos juros no mercado de títulos

Com o aumento dos juros futuros, o Tesouro Prefixado 2029 passou a oferecer uma remuneração de 14,80% ao ano. Já o prefixado 2032 paga 15,17%, e o prefixado com juros semestrais 2037 oferece 15%. Este cenário levou o Tesouro Nacional a realizar leilões extraordinários de recompra de títulos, além de suspensões temporárias das negociações no Tesouro Direto devido às oscilações nas taxas e nos preços dos papéis.

Preferência por títulos indexados à Selic

Os títulos indexados à taxa Selic foram os mais procurados em setembro, recebendo R$ 5 bilhões, o que representa 57,5% das aplicações no programa. Os papéis corrigidos pela inflação ficaram em segundo lugar, com R$ 2,2 bilhões, enquanto os prefixados somaram R$ 1,6 bilhão. A preferência por títulos atrelados à Selic reflete a busca por investimentos com menor exposição às oscilações de preços.

Crescimento do estoque de títulos públicos

O estoque total do Tesouro Direto atingiu R$ 279,3 bilhões em setembro, um aumento de 43% em relação ao mesmo mês de 2025. Apesar da liderança da Selic nas novas aplicações, os títulos corrigidos por índices de preços continuam com a maior participação no estoque, somando R$ 130,4 bilhões, ou 46,7% do total.

Expansão da base de investidores

O número de investidores ativos no Tesouro Direto chegou a 3.924.677 em setembro, um crescimento de 22,3% em 12 meses. A maioria das operações realizadas envolveu aplicações de até R$ 1.000, representando 61,3% do total. A expansão da base de investidores e do volume aplicado em títulos públicos federais reflete o aumento do interesse por este tipo de investimento, apesar dos riscos associados à venda antecipada de papéis.

Fonte: poder360.com.br

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