A proposta de Infantino gerou divisões significativas, culminando em um boicote anunciado pela Uefa, a mais influente das confederações regionais. A entidade declarou que não participaria de eventos da Fifa até que o projeto fosse retirado, intensificando a pressão sobre Infantino.
O plano era uma iniciativa pessoal de Infantino, que agora se vê isolado. A crise atingiu seu ápice após a Copa do Mundo mais lucrativa da história, deixando o dirigente suíço em uma posição vulnerável dentro da organização que ele pretendia liderar por mais quatro anos e meio.
O assessor sênior Carlos Cordeiro renunciou em protesto, classificando o plano como “um mau negócio para o futebol”. O diretor de Operações da Fifa, Kevin Lamour, também criticou a falta de transparência, afirmando que os funcionários foram “enganados”.
Infantino, que assumiu a presidência da Fifa em 2016, já enfrentou críticas por seu estilo de liderança independente. Embora tenha superado crises anteriores, a falta de consenso em torno do projeto atual gerou uma reação negativa sem precedentes.
A proximidade de Infantino com Donald Trump também foi questionada, especialmente após a escolha da Thrive Capital, ligada à família Trump, para liderar o grupo de investidores. A situação gerou descontentamento entre as partes interessadas, que pedem reformas institucionais na Fifa.
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Fonte: cnnbrasil.com.br
