O governo da Argentina afirmou nesta terça-feira, 27 de outubro de 2026, que não há qualquer registro de pedido de asilo político por parte do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Esta declaração contradiz uma reportagem do site argentino Infobae, que havia mencionado uma suposta fuga do congressista após sua derrota na eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O paradeiro de Flávio Bolsonaro permanece desconhecido após ele descumprir uma ordem do Supremo Tribunal Federal para entregar seus passaportes até o meio-dia.
Declaração oficial do governo argentino
O porta-voz da presidência argentina, Adrián Ravier, negou em entrevista que Flávio Bolsonaro tenha solicitado asilo político. Além disso, tanto o Ministério de Segurança da Argentina quanto a polícia aeroportuária informaram ao jornal La Nación que não há registros de entrada do senador no país. A Polícia Federal do Brasil entrou em contato com as autoridades argentinas para investigar o caso.
Descumprimento de ordem judicial
Flávio Bolsonaro tinha um prazo de 24 horas, que se encerrou ao meio-dia desta terça-feira, para entregar seus passaportes comum e diplomático à Polícia Federal. A decisão, assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, prevê o cancelamento dos documentos em caso de descumprimento. Esta medida foi tomada após declarações do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos, onde afirmou que seu irmão deveria deixar o país caso perdesse a eleição. Flávio, no entanto, afirmou em vídeo que nunca cogitou sair do Brasil.
Visita de Frederick Wassef a Flávio Bolsonaro
Na segunda-feira, 26 de outubro, o advogado Frederick Wassef, que representa membros da família Bolsonaro, incluindo Flávio, visitou o senador em seu condomínio em Brasília. O encontro ocorreu horas após Flávio ser intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes, um dia depois de perder a eleição presidencial. O conteúdo da conversa entre Wassef e Flávio não foi divulgado.
Fonte: poder360.com.br
