O aumento das chapas formadas por candidatos do mesmo partido reflete uma tendência que não era vista desde 1989. Naquele ano, 19 das 22 candidaturas seguiram esse modelo, com a vitória de Fernando Collor de Mello e Itamar Franco pelo extinto PRN. Em 2014, esse percentual foi de 90,9%, com 10 das 11 chapas formadas por integrantes da mesma legenda.
Especialistas apontam que o cenário atual reflete o enfraquecimento das alianças nacionais. Fatores como a maior autonomia financeira dos partidos e mudanças nas regras eleitorais contribuíram para essa configuração. Os partidos passaram a controlar uma parcela crescente dos recursos públicos, o que possibilitou maior independência na formação das chapas.
Apesar do aumento das chapas “puro-sangue”, tanto o PL quanto o PT têm buscado alianças táticas nos estados. O PL, por exemplo, lançou candidatos próprios ao governo em 14 estados, enquanto o PT disputa 12 governos estaduais. Esses partidos têm se concentrado em seus respectivos campos políticos, mas também têm articulado apoios regionais para fortalecer suas candidaturas presidenciais.
A disputa pelo Senado também é uma prioridade para os partidos, que veem na formação de uma maioria na Casa uma estratégia crucial para enfrentar possíveis embates com o Supremo Tribunal Federal (STF). A composição do Senado pode influenciar decisões importantes, como eventuais pedidos de impeachment de ministros.
Com o cenário político cada vez mais fragmentado, a eleição de 2026 promete ser uma das mais disputadas da história recente do Brasil, com partidos buscando novas estratégias para garantir sucesso nas urnas.
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Fonte: portalpe10.com.br
