As gêmeas Heloísa e Helena, unidas pela cabeça desde o nascimento, faleceram durante a última etapa de separação no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. O procedimento, que durou 15 horas, foi realizado no sábado, e o falecimento foi confirmado no domingo.
Desafios e Complexidade do Procedimento
A cirurgia envolveu mais de 50 profissionais e foi a culminação de um planejamento iniciado em 2024. As etapas anteriores foram bem-sucedidas, mas a complexidade da separação final apresentou riscos significativos.
Histórico das Cirurgias
Desde agosto de 2025, as gêmeas passaram por diversas cirurgias. A primeira, em agosto do ano passado, conseguiu separar 25% das estruturas compartilhadas. As etapas seguintes avançaram gradualmente, com a terceira cirurgia alcançando 75% da separação do cérebro e vasos sanguíneos.
Preparação e Tecnologia Avançada
O planejamento envolveu tomografias, ressonâncias magnéticas e modelos 3D para preparar as etapas da separação. A penúltima cirurgia focou na instalação de expansores de pele, essenciais para o fechamento dos crânios após a separação.
Expectativas da Família
O pai das gêmeas, Amarildo Batista da Silva, acompanhou todo o processo na esperança de ver as filhas interagindo de forma independente. Apesar do desfecho trágico, a família e a equipe médica mantiveram a esperança até o fim.
O caso de Heloísa e Helena destaca os desafios e avanços da medicina em procedimentos complexos como a separação de gêmeos siameses.
Fonte: hugogloss.uol.com.br
