O empresário norte-americano Donald Trump Jr., filho do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou-se no último domingo, 25 de outubro de 2026, contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de estender o horário de votação nas eleições brasileiras. Em uma publicação na rede social X, Trump Jr. compartilhou um post do advogado Martin de Luca, que acusou o processo eleitoral no Brasil de fraude e comparou o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva ao líder venezuelano Nicolás Maduro.
Acusações de fraude e comparações com Maduro
Martin de Luca, advogado envolvido em processos contra o ministro do STF Alexandre de Moraes, afirmou em sua publicação que a eleição brasileira foi manipulada. Ele questionou a legitimidade da reeleição de Lula, sugerindo que a comunidade internacional não reconheceria o pleito como livre e justo. De Luca chamou Lula de “próximo Nicolás Maduro”, em referência ao presidente da Venezuela, conhecido por seu governo autoritário.
Reação de Donald Trump Jr.
Ao compartilhar a publicação de De Luca, Donald Trump Jr. criticou a mídia norte-americana, afirmando que se um governo conservador no Brasil tivesse tomado a mesma decisão, haveria uma reação intensa da imprensa. Ele sugeriu que a mídia estaria silenciosa sobre o caso devido a um viés político.
Decisão do STF e contexto eleitoral
A decisão de estender o horário de votação foi tomada pelo ministro Cristiano Zanin, do STF, após um pedido da coligação de Lula. A medida, que permitiu a votação até as 19h em todos os estados, foi criticada por atropelar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável por tais decisões. O presidente do TSE, Nunes Marques, orientou que as seções eleitorais abertas deveriam seguir a determinação do STF.
Pedidos de extensão de votação
O pedido inicial de extensão foi protocolado pela campanha petista devido à falta de ônibus em municípios da Bahia. Posteriormente, o pedido foi ampliado para todo o país. A equipe de Flávio Bolsonaro também solicitou a extensão do horário de votação, citando problemas climáticos em cidades de São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
O caso gerou um debate sobre a interferência do STF em decisões que tradicionalmente cabem ao TSE, levantando questões sobre a autonomia e os limites das instituições brasileiras em processos eleitorais.
Fonte: poder360.com.br
