A recente recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU) para que o Ministério dos Transportes e a Infra S.A. suspendam novos compromissos financeiros na construção do trecho da Ferrovia Transnordestina entre Salgueiro e Suape expôs a complexa articulação política e técnica em torno do projeto. Essa decisão ressalta as dificuldades enfrentadas pelo governo de Pernambuco para avançar com a obra.
ferrovia: cenário e impactos
Contexto e desafios do projeto ferroviário
Em dezembro de 2024, o deputado Júlio Arcoverde solicitou ao TCU uma investigação sobre o andamento do projeto, buscando entender as medidas adotadas e os riscos envolvidos. O projeto, que visa conectar Salgueiro ao Porto de Suape, enfrenta desafios logísticos e financeiros significativos, além de questões ambientais e de viabilidade socioeconômica.
Investigação e recomendações do TCU
Ao longo de 2025, o TCU conduziu uma investigação abrangente, ouvindo autoridades e analisando documentos. O relatório final, assinado pelo ministro Jhonatan de Jesus, recomendou a suspensão de novos investimentos até que se corrijam as deficiências de motivação administrativa e se demonstre a pertinência socioeconômica do empreendimento.
Importância do Estudo de Viabilidade
O TCU destacou a necessidade de um Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) atualizado, mencionando-o 101 vezes no relatório. O estudo é essencial para avaliar a viabilidade social e econômica do projeto, sendo um ponto crítico para a continuidade das obras.
Interesses e articulações políticas
A decisão do TCU reflete um complexo jogo de interesses políticos e econômicos. O governo federal, sob a liderança do presidente Lula, havia prometido retomar as obras, mas enfrenta obstáculos significativos. A articulação entre diferentes órgãos governamentais e a necessidade de negociações com o INCRA para uso de terras são desafios adicionais.
Perspectivas futuras e defesa do projeto
A Sudene, em parceria com consultorias econômicas, elaborou estudos para defender a viabilidade do projeto, mas enfrenta dificuldades para influenciar as decisões do TCU. O estudo, pronto desde 2025, ainda não foi plenamente utilizado para rebater as críticas do tribunal, complicando a defesa do projeto.
Para mais informações sobre a Ferrovia Transnordestina, acesse o site do TCU.
Fonte: jc.uol.com.br
