O sorgo, um cereal de origem africana, está transformando o cenário agrícola na Bahia e no Brasil. Com alta resistência e baixa dependência hídrica, o sorgo se destaca como uma alternativa viável e econômica, especialmente na segunda safra, após a colheita de verão. A produção do sorgo no Brasil cresceu a uma taxa média anual de 21,1% entre 2021 e 2025, segundo a Conab.
Produção e crescimento do sorgo na Bahia
Na Bahia, o sorgo tornou-se uma opção acessível e barata, competindo com o milho. A produção no estado está em expansão, com o oeste baiano apresentando um rápido avanço no plantio. As lavouras estão em fase inicial de desenvolvimento, com expectativas de aumento de cultivo e produtividade durante o período chuvoso.
Impacto no mercado global e exportações
A crescente produção de sorgo na Bahia está abrindo portas no mercado global. A China, por exemplo, recentemente autorizou a importação do cereal, posicionando-se como um dos principais compradores. Essa demanda internacional fortalece a posição do Brasil como terceiro maior produtor de sorgo no mundo.
Investimentos e infraestrutura na região
A Inpasa, uma das maiores biorefinarias de grãos, iniciou operações em Luís Eduardo Magalhães, no oeste baiano, com foco no sorgo. A unidade tem capacidade para produzir etanol, DDGS, óleo vegetal e energia elétrica, destacando a Bahia como um novo polo de produtividade agrícola.
Desafios e futuro da safra
Apesar do potencial, o setor enfrenta desafios, como o aumento nos custos de defensivos e fertilizantes devido a questões globais. Produtores precisam focar em eficiência operacional e financeira para superar essas dificuldades e manter a competitividade no mercado.
Para mais informações sobre o impacto do sorgo no agronegócio brasileiro, acesse a Conab.
Fonte: atarde.com.br
