O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, nesta sexta-feira (6 de novembro de 2026), o Plano Nacional de Transição Energética, além de instituir o Grupo Técnico para sua elaboração e implementação, conhecido como GT Plante. A reunião contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Preparativos para a COP31 na Turquia
A aprovação do plano ocorre poucos dias antes da viagem de Lula para Antália, na Turquia, onde representará o Brasil na COP31. A delegação brasileira busca mostrar avanços desde a COP30, realizada em Belém no ano anterior, e apresentar os instrumentos aprovados pelo governo para fortalecer a política climática do país.
Objetivos do Plano Nacional de Transição Energética
O Plante é o principal instrumento de planejamento de longo prazo do governo federal para implementar as diretrizes da Política Nacional de Transição Energética. O objetivo é desenvolver uma matriz energética mais sustentável e segura, alinhada aos desafios econômicos, sociais e ambientais do Brasil. Entre as medidas estão a ampliação do sistema de linhas de transmissão de energia renovável e o primeiro leilão de baterias do país, previsto para dezembro.
Estrutura e Implementação do GT Plante
O plano será dividido em dois volumes: uma visão estratégica de longo prazo e detalhes dos ciclos de implementação, com duração de quatro anos. O GT Plante, coordenado pelo Ministério de Minas e Energia, será responsável pela implementação, monitoramento, avaliação e revisão do plano, além de propor aprimoramentos e novas iniciativas.
Mapa do Caminho para Abandono de Combustíveis Fósseis
Além do Plante, o governo também aprovou o “Mapa do Caminho” para a transição energética, visando o abandono dos combustíveis fósseis. Após o fracasso na COP30, o presidente Lula determinou que diretrizes fossem elaboradas para uma transição energética justa e planejada, com redução gradativa da dependência de combustíveis fósseis.
A proposta deveria ter sido entregue ao CNPE até fevereiro, mas ficou parada dentro do governo durante todo o ano. A deliberação final sobre o plano cabe ao colegiado, que integra 18 ministérios e representantes dos estados, do mercado e da sociedade civil.
Fonte: poder360.com.br
