Essa foi a trajetória de Daniella Mello, CMO da Endeavor Brasil. Antes de sua atuação na organização, fundou a Cheftime, empresa de kits gastronômicos que começou em sua cozinha e foi vendida ao GPA (Grupo Pão de Açúcar). Atualmente, além de liderar áreas na Endeavor, atua como investidora-anjo e mentora de empreendedores.
Para novos empreendedores, uma prioridade é encontrar o product-market fit, ou seja, comprovar a demanda real pelo produto ou serviço. É crucial entender se a solução resolve um problema e se há clientes dispostos a pagar por ela. Em seguida, é necessário formar um time competente e compreender a estrutura de custos e receitas.
A inteligência artificial reduziu custos para lançar uma empresa. Ferramentas de IA auxiliam em programação, atendimento, vendas, marketing, análise de dados e mais. Isso permite que empreendedores foquem na construção antes de buscar recursos. “Sonhem grande desde o primeiro dia”, recomenda Daniella, enfatizando que a ambição e a execução são cruciais.
Formar uma equipe com pouco caixa é desafiador. Além das competências técnicas, é essencial avaliar a disposição do profissional para assumir responsabilidades. Daniella prioriza a “alma” da pessoa e sua capacidade de entrega, destacando a importância da cultura empresarial em pequenas empresas.
Adiar o lançamento até que o produto esteja perfeito é um erro comum. A recomendação é lançar, testar e corrigir rapidamente. A reação do cliente deve guiar as decisões, e ferramentas de IA e soluções no-code facilitam testes com menos recursos.
Construir uma marca é estratégico desde o início. Ela ajuda a definir a missão da empresa, atrair clientes, investidores e profissionais. Consistência é mais importante que grandes campanhas publicitárias, especialmente para pequenas empresas.
Empresas de alto impacto não seguem uma trajetória linear. A experiência de Daniella com a Cheftime demonstra a importância da flexibilidade estratégica. Pivotar o modelo de negócio ou aceitar uma aquisição pode ser necessário.
Levantar investimento é visto como sucesso, mas consome tempo do fundador. Daniella alerta que uma captação estruturada pode exigir 25% do tempo do empreendedor. O bootstrapping, ou crescimento com recursos próprios, é uma alternativa viável, especialmente com a ajuda da inteligência artificial.
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Fonte: cnnbrasil.com.br
