As eleições de 2026 em Pernambuco estão marcadas por uma intensa disputa entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o candidato João Campos (PSB). Ambos os candidatos recorreram à Justiça Eleitoral, alegando serem alvos de ataques digitais coordenados por “gabinetes do ódio”.
Denúncias na Justiça Eleitoral
O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) confirmou a existência de duas ações cautelares que investigam a atuação de grupos nas redes sociais. Essas ações buscam a “produção e preservação de provas” e estão sob segredo de Justiça. O PSB acusa a existência de um “impulsionamento inorgânico de conteúdos” e a formação de um “gabinete do ódio”. Já a coligação Pernambuco de Coração, que apoia Raquel Lyra, alega uma “rede coordenada de disseminação de conteúdo de ataque” à governadora.
Trocas de acusações
As ações judiciais surgem após uma série de trocas de acusações entre os candidatos. Raquel Lyra registrou um boletim de ocorrência após receber transferências bancárias suspeitas e denunciou um vídeo falso que a envolvia em pedidos de PIX a eleitores. Ela atribuiu essas ações a adversários políticos, sem citar nomes.
Intervenções do TRE
O TRE determinou a remoção de uma publicação que associava Raquel Lyra ao candidato presidencial Fávio Bolsonaro, utilizando uma foto manipulada. A decisão visou conter a disseminação de informações falsas durante a campanha.
Reportagens e revelações
Uma reportagem da TV Record trouxe à tona uma suposta rede de perfis nas redes sociais utilizada para atacar João Campos. A matéria incluiu uma gravação de Amisadai Andrade da Silva, ex-servidor do governo de Pernambuco, detalhando estratégias para enfraquecer a candidatura de Campos.
Fonte: portalpe10.com.br
