O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o eleitorado brasileiro “acordou” no segundo turno das eleições presidenciais de 2026 para evitar um “abismo de incerteza”. A declaração foi feita durante a primeira reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (Cimce), realizada no Palácio do Planalto.
Reflexões sobre a vitória eleitoral
Durante seu discurso, Lula enfatizou que a vitória nas urnas não foi de um partido ou de um candidato específico, mas sim do povo brasileiro. Ele comparou as noites de 4 de outubro, data do primeiro turno, e 25 de outubro, dia do segundo turno, destacando a mudança de perspectiva em relação aos projetos de país em disputa.
O adversário de Lula no segundo turno foi o senador Flávio Bolsonaro, que, segundo informações, deixou o país após o resultado das eleições.
Mobilização popular e democracia
Lula ressaltou a importância dos processos democráticos, mencionando a mobilização de jovens e eleitores idosos, alguns dos quais votaram em condições adversas, como deitados em macas. O presidente destacou que esses gestos simbolizam a defesa da dignidade e soberania nacional.
Ele também criticou o que chamou de “comportamento de vira-lata” de elites políticas passadas, que se submetiam a interesses externos sem questionamento.
Foco em minerais estratégicos
Na reunião do Cimce, foi aprovada uma lista de 27 minerais críticos e estratégicos, classificados em três categorias de prioridade. A lista inclui terras raras, grafita, lítio, níquel, cobalto, cobre, manganês, silício, urânio, nióbio e ferro. O governo pretende usar essa lista como base para o Plano Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.
O presidente destacou que o Brasil deve explorar seus recursos minerais em benefício do povo, sem depender de outros países.
Próximos passos e regulamentação
O governo ainda não definiu as regras para a triagem de operações societárias no setor de minerais. As diretrizes serão discutidas na próxima reunião do conselho, marcada para 20 de novembro, e publicadas em decreto presidencial. Modelos de países como Canadá e Austrália serão estudados para a elaboração das normas.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, comentou sobre a “recondução” de Lula e afirmou que, em outro contexto político, o governo faria o oposto do que está sendo proposto atualmente.
Fonte: poder360.com.br
