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Economistas de Flávio Bolsonaro planejam mudanças radicais para governo de direita

Economistas de Flávio Bolsonaro planejam mudanças radicais para governo de direita

Na primeira semana de julho, a economista Daniela Marques percorreu a Faria Lima, em São Paulo, com o objetivo de convencer o setor financeiro sobre a viabilidade da campanha de Flávio Bolsonaro. A proposta, desenhada por seu grupo político, visa superar os “riscos fiscais” deixados pela gestão atual.

Propostas de Choque de Gestão

Daniela Marques, acompanhada de Adolfo Sachsida, apresentou a ideia de um “Choque de Gestão”, que inclui a aprovação de uma PEC focada em autocontenção fiscal. A estratégia envolve a criação de um Conselho Superior da República para promover um pacto entre os Poderes, indo além de uma simples articulação política.

Revisão do Arcabouço Econômico

Entre as propostas está a revisão do arcabouço econômico criado pelo governo Lula, considerado por Daniela como sem credibilidade. A economista defende cortes significativos em gastos, especialmente em supersalários e privilégios administrativos, para sinalizar disciplina fiscal e influenciar positivamente a curva de juros futuros.

Medidas Iniciais e Revogação de Normas

Nos primeiros 100 dias, Daniela e Sachsida planejam revogar medidas infralegais enquanto trabalham no Congresso para aprovar a nova política econômica. A proposta inclui simplificação regulatória e estabilidade política, sem iniciar discussões do zero, mas ajustando textos através de diálogo técnico.

Obtenção de Recursos e Ajuste Fiscal

Daniela Marques sugere a venda de créditos de dívida ativa para obter recursos, estimando que o governo poderia transformar entre R$ 100 bilhões e R$ 400 bilhões no mercado no primeiro ano. A meta é controlar a trajetória da dívida/PIB, com um corte de despesas de pelo menos 1,5% do PIB.

Impacto Político e Resistências

Apesar das propostas, a visão de um governo Flávio Bolsonaro ainda enfrenta resistências, principalmente devido à falta de empoderamento comparado a figuras como Paulo Guedes. A expectativa é que as estratégias só sejam conhecidas após as eleições, com a possibilidade de um grande ajuste fiscal se Flávio Bolsonaro for eleito.

Fonte: jc.uol.com.br

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