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Importância do diagnóstico precoce no controle da esclerose múltipla

Importância do diagnóstico precoce no controle da esclerose múltipla

O Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla, celebrado neste domingo, destaca a relevância do diagnóstico precoce, acompanhamento especializado e acesso ao tratamento para quem convive com a doença.

Em Pernambuco, o Hospital Pelópidas Silveira (HPS), referência em neurologia pelo Sistema Único de Saúde (SUS), reforça a importância de um cuidado que também considere os impactos emocionais e sociais do diagnóstico.

Entendendo a esclerose múltipla

A esclerose múltipla (EM) é uma doença neurológica crônica e inflamatória que afeta o sistema nervoso central, composto pelo cérebro e pela medula espinhal. O sistema imunológico ataca a mielina, estrutura que protege as fibras nervosas, comprometendo a transmissão de informações entre o cérebro e o corpo.

Os sintomas variam entre os pacientes e incluem fadiga, alterações na visão, fraqueza muscular, formigamento, desequilíbrio, rigidez, dor e alterações cognitivas ou emocionais. Muitas vezes, os sinais aparecem em episódios conhecidos como surtos, que podem desaparecer parcial ou completamente, dificultando a identificação precoce da doença.

Impacto do diagnóstico e tratamento

O diagnóstico pode gerar dúvidas e inseguranças sobre o futuro. Thiago Martins, diagnosticado em 2026, relata o medo inicial, mas destaca a importância do acompanhamento médico para compreender a condição e adotar cuidados diários, como atividade física e hábitos saudáveis.

José de Rodrigues, diagnosticado em 2024, também enfatiza o papel do tratamento e acompanhamento médico para manter sua rotina sem crises.

Avanços terapêuticos e cuidados multidisciplinares

O neurologista Gabriel Serva destaca os avanços nas opções terapêuticas, que ajudam a reduzir incapacidades e melhorar a qualidade de vida. Ele ressalta a importância de um acompanhamento multidisciplinar, oferecendo cuidado integral e adequado às necessidades de cada paciente.

Embora ainda não tenha cura, a esclerose múltipla possui tratamentos que reduzem a atividade inflamatória e a ocorrência de surtos, diminuindo o risco de incapacidades ao longo do tempo.

Importância do cuidado integral

O tratamento vai além dos medicamentos, incluindo fisioterapia, atividades físicas orientadas e controle dos sintomas, preservando a funcionalidade e autonomia dos pacientes. O acompanhamento contínuo permite que pessoas com esclerose múltipla mantenham suas atividades cotidianas e projetos pessoais.

No Hospital Pelópidas Silveira, o foco é na preservação da autonomia e qualidade de vida, considerando as necessidades individuais de cada paciente.

Fonte: jc.uol.com.br

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