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Defesa de Oswaldo Eustáquio solicita acareação com Mauro Cid no STF

Defesa de Oswaldo Eustáquio solicita acareação com Mauro Cid no STF

A defesa do jornalista bolsonarista Oswaldo Eustáquio apresentou uma petição ao Supremo Tribunal Federal (STF) contestando a denúncia do Ministério Público por associação criminosa relacionada aos eventos de 8 de janeiro. O advogado de Eustáquio questiona as provas e solicita uma acareação com o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Solicitação de acareação e análise de provas

Na petição, a defesa de Eustáquio argumenta que há divergências entre a delação premiada de Mauro Cid e a versão de Eustáquio sobre uma visita ao Palácio do Alvorada em dezembro de 2022. O jornalista nega que a visita tenha sido para tratar de atos golpistas, afirmando que o convite partiu de Cid por motivos de segurança após a prisão do cacique Serere Xavante.

A defesa pede acesso a imagens e registros de entrada no Palácio do Alvorada, além de perícia em chamadas e mensagens de Cid. Também requer acesso integral aos depoimentos de Cid e argumenta que a denúncia não pode se basear apenas em delações, solicitando a anulação de atos processuais desde abril de 2025.

Pedido de absolvição e argumentos de defesa

No mérito, a defesa de Eustáquio busca a absolvição ou o arquivamento da acusação, alegando que posts e conversas informais não comprovam associação criminosa. Eustáquio afirma que não estava em Brasília em 8 de janeiro de 2023 e que suas ações se limitaram ao exercício da liberdade de expressão.

Exílio na Espanha

Oswaldo Eustáquio, autodeclarado exilado, está atualmente na Espanha, após uma passagem pelo Paraguai. Em dezembro de 2025, a Espanha negou um pedido de extradição feito pelo Brasil, considerando a investigação de “motivação política”.

O Ministério Público brasileiro alega que Eustáquio participou ativamente de manifestações contra o resultado das eleições de 2022, utilizando redes sociais e participando de atos em frente a quartéis para contestar a diplomação de Lula.

Arquivamento de outro processo

Em setembro de 2026, o ministro Alexandre de Moraes arquivou outro procedimento envolvendo Eustáquio e o jornalista Allan dos Santos, que investigava críticas ao delegado Fábio Shor. A decisão foi baseada na falta de elementos para demonstrar uma articulação destinada a incentivar crimes contra agentes públicos.

Fonte: poder360.com.br

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