A direção dos Correios recorreu ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) para tentar encerrar a greve iniciada pelos trabalhadores da estatal. O pedido de dissídio coletivo foi feito na sexta-feira, um dia após o início da paralisação por tempo indeterminado. A categoria rejeitou a proposta de acordo coletivo de trabalho para 2026/2027 apresentada pela empresa.
Negociações e impasses
Segundo a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect), 35 assembleias aprovaram a greve após várias rodadas de negociação sem sucesso. O principal ponto de divergência é o plano de saúde dos funcionários, aposentados e dependentes. Os trabalhadores se opõem às mudanças propostas pela empresa, que poderiam aumentar os custos para os empregados e comprometer a assistência médica.
Proposta dos Correios
Os Correios afirmam que a proposta mantém 78 das 80 cláusulas do acordo anterior e inclui a recomposição salarial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). A empresa busca equilibrar a preservação dos direitos dos funcionários com a necessidade de recuperação financeira.
Situação financeira crítica
A greve ocorre em meio a uma crise financeira nos Correios, que registraram um prejuízo líquido de R$ 2,39 bilhões no segundo trimestre de 2026, acumulando R$ 5,6 bilhões no ano. A estatal busca um novo empréstimo de R$ 7 bilhões com garantia do Tesouro Nacional, como parte de seu plano de reestruturação financeira.
Medidas para mitigar a greve
Apesar da paralisação, os Correios adotaram medidas para minimizar os impactos, como o remanejamento de equipes e reforço das atividades operacionais. As agências permanecem abertas, e a empresa trabalha para manter a continuidade dos serviços.
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Fonte: poder360.com.br
