O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) identificou a guerra com o Irã como um possível motivador para o homem acusado de tentar assassinar o então presidente Donald Trump durante o Jantar de Correspondentes da Casa Branca. Esta conclusão faz parte de um relatório de inteligência preliminar divulgado recentemente.
Relatório de inteligência e suas conclusões
O documento, datado de 27 de abril, foi distribuído a autoridades policiais em todo o país. Ele conclui que Cole Allen, o suspeito, tinha várias queixas sociais e políticas, e que o conflito com o Irã pode ter contribuído para sua decisão de realizar o ataque. Postagens de Allen nas redes sociais criticando as ações dos EUA na guerra foram citadas como evidência.
Motivações políticas e sociais
O relatório sugere que o ataque frustrado pode ter sido influenciado por questões políticas e sociais mais amplas. Allen expressou raiva contra o governo em um manifesto enviado a familiares, referindo-se ao seu desejo de atacar um “traidor”, sem mencionar Trump nominalmente. Promotores afirmam que Allen discordava politicamente de Trump e queria revidar contra políticas que considerava moralmente questionáveis.
Investigação e análise de redes sociais
O FBI está examinando detalhadamente a atividade de Allen nas redes sociais para entender melhor suas motivações. Mensagens anti-Trump e críticas às ações dos EUA no Irã foram encontradas em suas contas, além de ataques à administração Trump sobre imigração e outros temas.
Repercussões do conflito com o Irã
O conflito com o Irã, que causou milhares de mortes e impactou a economia global, é visto como um possível fator desencadeante para o ataque. O relatório classificado como “Nota de Incidente Crítico” foi obtido por meio de pedidos de acesso à informação e compartilhado com a Reuters.
Reações e próximos passos
O DHS e outras agências federais não comentaram sobre o conteúdo do relatório. O Departamento de Justiça dos EUA adicionou acusações contra Allen, incluindo tentativa de assassinato e transporte ilegal de armas. A investigação continua, com foco na atividade online de Allen para evitar teorias da conspiração sobre suas motivações.
Fonte: cnnbrasil.com.br
