O projeto Canal do Sertão, que visa transformar a realidade do Araripe pernambucano, ganha novo impulso com a inclusão no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). Após 20 anos de espera, o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR) destinou R$ 14 milhões para atualizar o estudo de viabilidade da obra, que pretende captar águas do Lago de Sobradinho, na Bahia, e beneficiar municípios do Araripe.
Impacto significativo para o semiárido
Para os habitantes do semiárido, a notícia traz esperança. O projeto prevê irrigar 120 hectares, oferecendo uma oportunidade de revitalizar a economia local, gerar empregos e fixar a juventude no campo. Além disso, a iniciativa promete diversificar a economia e melhorar a qualidade de vida na região, que há anos enfrenta a desertificação.
Mobilização popular e apoio institucional
O avanço do projeto é resultado de uma articulação popular crescente. Recentemente, a Assembleia Legislativa de Pernambuco sediou uma audiência pública que resultou na criação de uma Comissão Especial em defesa do canal. Essa mobilização institucional é crucial para transformar o que antes era considerado um sonho distante em realidade.
Atualização técnica e compromisso governamental
Os estudos técnicos, originalmente realizados em 2013 pela CODEVASF, serão agora conduzidos pelo MIDR. Segundo Bruno Cravo, diretor do Departamento de Projetos Estratégicos, essa atualização é fundamental para garantir a segurança hídrica do semiárido pernambucano e planejar os investimentos futuros necessários para a execução do projeto.
Próximos passos e desafios
Daniel Torres, presidente da ADESA, já planeja uma nova audiência pública em Petrolina para discutir a implementação do canal via Parceria Público-Privada (PPP). No entanto, o projeto ainda enfrenta desafios, como a necessidade de maior engajamento de lideranças políticas locais. A retomada dos estudos representa um passo importante, mas a união e o apoio contínuo são essenciais para o sucesso da iniciativa.
Para mais informações, acesse a página oficial do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional.
Fonte: pernambucope.com.br
