O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que o Uruguai autorizou o Brasil a utilizar parte de sua cota de exportação de carne bovina para a China. Essa medida estratégica visa aumentar o volume de carne brasileira vendido ao mercado chinês sem a aplicação de sobretaxas.
Excedente da cota uruguaia beneficia Brasil
Com a cota brasileira de 2026 já esgotada, a autorização uruguaia surge como uma solução oportuna. O Brasil, que tinha um limite de 1,106 milhão de toneladas para o ano, atingiu essa quantidade em menos de sete meses. Lula anunciou a novidade durante uma visita a Nova York, também destacando a informação em suas redes sociais.
Impacto das restrições chinesas
Desde janeiro, a China impõe limites ao volume de carne bovina importada de cada país, como forma de proteger seus produtores locais. O Brasil, que recebeu a maior cota entre os exportadores, enfrenta uma sobretaxa de 55% sobre o que exceder o limite, além da tarifa de importação de 12%.
Queda nas exportações brasileiras
O esgotamento da cota brasileira afetou as exportações. Em agosto, o volume de carne bovina embarcado caiu 27,1% em comparação ao mesmo mês de 2025, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Perspectivas futuras para o mercado brasileiro
O Brasil verá um aumento gradual em sua cota nos próximos anos, com o limite subindo para 1,128 milhão de toneladas em 2027 e 1,151 milhão em 2028. Essa expansão é crucial para manter a competitividade no mercado chinês.
Para mais informações sobre o comércio de carne bovina entre Brasil e China, acesse o site do MDIC.
Fonte: poder360.com.br
