O presidente nacional do PT, Edinho Silva, declarou nesta quarta-feira, 22 de outubro de 2026, que o ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, possui autoridade para solicitar todos os documentos relacionados às contas do candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, e sua possível ligação com o advogado Willer Tomaz, que está sob investigação por lavagem de dinheiro.
Contexto do acordo entre campanhas de Lula e Flávio
A declaração de Edinho Silva ocorreu após um acordo entre a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a equipe do senador Flávio Bolsonaro, que prevê a liberação irrestrita de dados financeiros. A campanha de Lula exigiu a inclusão de uma empresa associada a Willer Tomaz nas investigações, condição que foi aceita pela equipe de Flávio.
Empresa offshore e transações financeiras investigadas
A empresa em questão é a Alcazar Holdings, uma offshore localizada na Ilha da Madeira, em Portugal. Documentos da Polícia Federal indicam possíveis transações financeiras entre a empresa ligada a Tomaz e Flávio Bolsonaro. Ambos, no entanto, negam qualquer parceria comercial.
Capacidade do STF em requisitar informações
Edinho Silva ressaltou que o acordo permitirá esclarecer potenciais vínculos financeiros entre Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz. Segundo ele, o ministro André Mendonça tem poder para requisitar informações sobre a empresa e as relações de Tomaz com Bolsonaro. A apresentação do documento ao STF concede ao relator a prerrogativa de solicitar os dados, mas não implica na quebra automática de sigilos bancários e fiscais, ficando a decisão a cargo do ministro.
Posicionamento de Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz
Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz negam manter negócios em conjunto. A defesa do senador afirma que não há evidências de participação econômica ou societária dele na Alcazar Holdings. A campanha de Flávio está disposta a divulgar os dados do candidato, desde que a equipe de Lula cumpra integralmente as condições acordadas. As manifestações anteriores não esclareceram a alegação de Edinho Silva de que a campanha do PL tentou excluir a empresa do acordo.
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Fonte: poder360.com.br
