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Transformação agrícola no Reino Unido: Resiliência em meio ao clima extremo

Transformação agrícola no Reino Unido: Resiliência em meio ao clima extremo

Com as Ilhas Britânicas prestes a registrar o verão mais quente da história, a fazenda de gado de corte de Sam Squier, com quase 200 acres no sudeste da Inglaterra, destaca-se como um oásis verde em meio a campos secos. Enquanto os agricultores vizinhos recorrem ao uso de ração, o rebanho Aberdeen Angus de Squier se alimenta de pastagens densas, mantidas por um sistema de plantio que retém água e melhora a qualidade do solo.

Inovações agrícolas para enfrentar o clima

O método adotado por Squier inspira-se em práticas ancestrais, refletindo esforços para introduzir uma agricultura resiliente ao clima. Após anos de agricultura intensiva, o clima extremo adicionou urgência ao debate sobre mudanças climáticas e suas transformações na economia do setor. Bancos, grupos de seguros, governos e grandes conglomerados alimentícios estão financiando essa mudança nas práticas agrícolas.

Impactos financeiros do clima extremo

O verão britânico, que termina em 31 de agosto, pode ser o mais quente já registrado. A Europa vivenciou um aquecimento extremo, com cinco ondas de calor e chuvas abaixo da média. Quase três quartos da Inglaterra estão em situação de seca, e a colheita de cereais do Reino Unido pode ser a pior desde 1984. As perdas para agricultores da União Europeia e da Grã-Bretanha podem chegar a 2,3 bilhões de euros.

Benefícios das pastagens herbáceas

As pastagens herbáceas de Squier, mesmo sem chuva e irrigação, são ricas em energia e nutrientes. As gramíneas controlam parasitas e reduzem a necessidade de medicação, enquanto as leguminosas fixam nitrogênio, eliminando a dependência de fertilizantes artificiais. O solo retém cerca de 400 mil litros a mais de água por acre, e a contagem de minhocas aumentou significativamente.

Colaboração entre grandes empresas e fazendas

Subsídios governamentais e parcerias com empresas de diversos setores têm sido essenciais para a transição de práticas agrícolas. Fazendas que adotam práticas regenerativas superam as convencionais em rendimento e lucratividade durante secas. Iniciativas como o Food & Nature Resilience Fund e o programa Routes to Regen, envolvendo empresas como McDonald’s e bancos como Lloyds, visam promover uma mudança sistêmica na indústria.

Essas ações colaborativas são fundamentais para enfrentar os desafios climáticos e garantir a sustentabilidade agrícola no Reino Unido.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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