Na noite de 5 de novembro de 2026, protestos contra o presidente do Paraguai, Santiago Peña, culminaram na detenção de sete pessoas e no ferimento de um policial em Assunção. As manifestações foram motivadas pela crise do Ueno Bank, que deixou milhões de paraguaios com recursos congelados.
Crise bancária e impacto social
A quebra do Ueno Bank, um banco digital, gerou um congelamento de recursos de mais de 2,9 milhões de clientes, quase metade da população do Paraguai. O impacto foi significativo, afetando também investimentos de instituições públicas. A crise bancária intensificou a insatisfação popular, levando a protestos nas ruas da capital paraguaia.
Conflito de interesses e acusações
O presidente Santiago Peña, que assumiu o governo em 2023, foi acionista do Grupo Vázquez, controlador do Ueno Bank, até 2025. Congressistas de oposição acusam o governo de manipular regras e de contar com o apoio do Banco Central do Paraguai, então presidido por Carlos Carvallo, ex-presidente do Ueno. Carvallo deixou o cargo após o início da crise.
Detalhes dos protestos e detenções
Os protestos ocorreram nas proximidades do Congresso Nacional, com manifestantes lançando pedras contra a agência do Ueno Bank. O suboficial Néstor Damián Araujo Martínez foi ferido na cabeça e levado ao hospital. Entre os detidos, estão seis homens adultos e um adolescente, com um dos adultos tendo antecedentes criminais por furto.
Reação policial e situação atual
O comissário Humberto Franco afirmou que os detidos permanecem na delegacia por danos a bens privados. Ele também mencionou que alguns manifestantes alegaram que os envolvidos nos incidentes não tinham intenção de participar do protesto, mas sim outros objetivos.
O Congresso Nacional do Paraguai tem agendada uma sessão para discutir o impeachment de Peña, onde o presidente ou sua defesa devem apresentar argumentos. O processo já começou com a apresentação da acusação pelos promotores.
Fonte: poder360.com.br
