A Conatrae (Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo) divulgou um manifesto em 22 de outubro de 2026, solicitando ao MGI (Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos) a convocação imediata de candidatos aprovados no cadastro reserva do Concurso Público Nacional Unificado (CNU) de 2024 para o cargo de auditor fiscal do trabalho.
Déficit de auditores compromete combate ao trabalho escravo
O manifesto da Conatrae destaca que o atual déficit de auditores fiscais compromete a capacidade do Estado em combater o trabalho escravo, o trabalho infantil e outras violações trabalhistas. O SINAIT (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho) é um dos integrantes do colegiado da Conatrae, reforçando a urgência da convocação.
Denúncias de assédio eleitoral aumentam pressão
O pedido da Conatrae ganhou destaque devido ao aumento no número de denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho. Segundo o MPT (Ministério Público do Trabalho), milhares de casos foram registrados, com 1.353 denúncias após o segundo turno das eleições.
Comparação internacional e críticas à rejeição do pleito
Mesmo com as nomeações do CNU, a proporção de 1 auditor fiscal para cada 39.000 trabalhadores no Brasil é inferior a países como Espanha e Argentina, que possuem 1 para cada 10.000 trabalhadores. A Conatrae critica a rejeição do MGI ao pleito, alegando que desconsiderou justificativas técnicas do Ministério do Trabalho e Emprego.
Obrigações internacionais e resposta do governo
O manifesto enfatiza a necessidade de recompor o quadro de auditores para que o Brasil cumpra obrigações internacionais, como a Convenção nº 81 da OIT, que exige um número suficiente de inspetores para funções eficazes de inspeção. O Poder360 procurou o MGI para comentários, mas não obteve resposta até a publicação. O jornal atualizará a matéria caso haja manifestação.
Fonte: poder360.com.br
