A Instituição Fiscal Independente (IFI), vinculada ao Senado, divulgou uma estimativa preocupante sobre o futuro das finanças públicas brasileiras. Segundo o relatório publicado na última quinta-feira, o deficit primário do governo federal pode alcançar 1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027. Esta projeção reflete novos compromissos fiscais e divergências entre as expectativas da instituição e os números previstos no Orçamento de 2027.
Impacto de medidas fiscais no deficit
O relatório da IFI destaca um desequilíbrio fiscal adicional de R$ 40 bilhões, decorrente de medidas relacionadas ao programa Bolsa Família, à arrecadação com apostas (bets) e ao pacote de apoio aos microempreendedores individuais (MEI’s). Este valor não contempla outras iniciativas, como o programa Pé-de-Meia Universitário e a gratuidade do transporte público aos fins de semana.
Revisões no Orçamento de 2027
Em resposta a essas pressões fiscais, o governo está revisando o Orçamento de 2027. Recentemente, foi anunciada a intenção de realocar R$ 20 bilhões para financiar novas medidas de estímulo econômico, sem aumentar o teto de gastos ou alterar a meta de resultado primário. No entanto, essa realocação pode não cobrir todas as despesas adicionais identificadas pela IFI.
Discussões sobre endividamento e apostas
Entre as propostas em análise estão mudanças relacionadas ao endividamento das famílias e à regulamentação das apostas online. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou que as apostas não retornarão ao Brasil, enfatizando que “quem quiser ganhar dinheiro vai trabalhar”.
Atualmente, a IFI projeta um deficit primário de 0,5% do PIB para 2026. Para estabilizar a dívida pública em relação ao PIB, seria necessário alcançar um superavit primário de 2,1% do PIB. Isso exigiria um ajuste fiscal significativo, próximo de 3 pontos percentuais do PIB.
Fonte: poder360.com.br
