Em um debate acalorado promovido pelo jornal Folha de S.Paulo e pelo UOL, o candidato ao Senado por São Paulo, Ricardo Salles (Novo-SP), manifestou sua oposição ao fim da escala de trabalho 6 X 1. Salles classificou a proposta como “eleitoreira”, destacando que não há estudos de impacto econômico que justifiquem a mudança.
Debate entre candidatos ao Senado
O evento contou com a participação de outros candidatos ao Senado, como Guilherme Derrite (PP), André do Prado (PL), Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede). Durante o debate, Marina Silva questionou Salles sobre sua posição contrária à proposta, destacando que votou a favor do fim da escala quando era deputada federal e prometeu retomar o tema caso eleita.
Críticas à abordagem do governo
Salles acusou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de explorar o tema eleitoralmente, sem realizar estudos de impacto. Ele argumentou que uma eventual redução na oferta de empregos poderia prejudicar trabalhadores, independentemente do modelo de escala adotado.
Defesa da flexibilização trabalhista
O candidato defendeu a flexibilização das relações de trabalho, propondo que patrões e empregados tenham autonomia para definir os termos de contratação. Salles afirmou que votaria contra a proposta novamente, reforçando sua posição a favor de acordos trabalhistas mais flexíveis.
Críticas à intervenção estatal
Além disso, Salles criticou a intervenção do Estado nas relações entre empresas e trabalhadores, citando exemplos de países com governos de esquerda como Cuba e Venezuela. Ele argumentou que tais intervenções são prejudiciais à economia e levam a dependência de programas sociais.
O debate destacou divergências significativas entre os candidatos sobre a regulamentação trabalhista e o papel do Estado na economia, temas centrais para o eleitorado paulista.
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Fonte: poder360.com.br
